Em 1851, nos Estados Unidos, uma mulher negra, ex-escravizada, tomou a palavra diante de um público majoritariamente branco, em Akron, Ohio. Sua pergunta atravessou o tempo: “E eu não sou uma mulher?”
O nome dessa mulher era Sojourner Truth.
A fala permanece viva. Não como lembrança distante, mas como força que ainda atravessa o corpo das mulheres negras. Ela expõe uma estrutura que insiste em negar reconhecimento: não somos plenamente vistas em nossa beleza, em nosso protagonismo, nem em nossa capacidade de pensar.
A pergunta de 1851 continua aberta.
E ainda exige resposta.
